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Fashion Revolution: It’s Time for a Change!

Hi loves!

Confesso que já há algum tempo que vos queria escrever sobre este tema, mas foi uma publicação no Instagram da Frambooesas, uma das minhas marcas de biquinis e fatos de banho favoritas, que me deu o impulso final. Quando começaram a perguntar acerca dos saldos, esta marca portuguesa de moda de praia respondeu aos seus seguidores que não o iriam fazer, porque apoiam o consumo consciente. A baixo podem ler o comunicado oficial:

– Clique nas imagens para ampliar –

A sustentabilidade na moda é um assunto que tem sido muito falado, quer pela indústria quer por algumas das minhas colegas bloggers e influencers. Mas, na boa verdade, é um assunto que ainda é tabu para alguns de nós. Ou porque escolhemos fechar os olhos e ceder ao impulso do fast fashion, ou porque obviamente nem todos temos possibilidade de adquirir peças de maior qualidade, que possam resistir mais tempo no nosso closet.

Não me interpretem mal. Não quero com isto criticar as escolhar de consumo de ninguém, nem me afirmar como um exemplo de alguém que não faz más escolhas. Admito que também acabo por ceder a uma boa promoção, ou a comprar algumas peças que uso apenas uma vez (ou nunca chego a usar). O que vos proponho hoje é uma reflexão, que também tenho tentado fazer, de forma a mudar os meus hábitos de consumo de roupa e acessórios.

Em 2013, após o edifício Rana Plaza ruir no Bangladesh, um acidente desatroso que resultou na morte de 1138 trabalhadores da indústria têxtil, nasceu um movimento global que tem crescido até os dias de hoje. Chama-se Fashion Revolution e tem como objetivo despertar tanto designers, produtores e consumidores para uma alteração de mentalidades. Todos sabemos que quando compramos uma peça barata, alguém acaba por pagar o preço. Todos sabemos que a indústria têxtil e do vestuário é das mais poluentes do mundo. Todos sabemos que o mundo, mais do que nunca, precisa de nós!

Fonte: Fashion Revolution

Este é um problema mundial que, mais do que social e cultural, é também ambiental. Já vos alertei aqui para outras iniciativas, como o Take 3 For the Sea, que nos consciencializa para a redução urgente do plástico no nosso dia a dia. Mas a questão ecológica vai muito para além do plástico nos oceanos. Basta pensar que os produtos químicos utilizados em tingimento e lavagens das peças de roupa, muitas vezes, resultam na poluição dos nossos rios.

Como podemos contribuir para a Fashion Revolution?

1 – Comprar menos, comprar melhor

Apostar em peças de qualidade, que ultrapassem as estações e que sabemos que vamos estimar. Quantas vezes nos arrependemos de comprar peças por impulso e pelo baixo custo, que alargam ou ficam desbotadas logo após a primeira lavagem? Quantas peças tem no seu closet que comprou por impulso e usou apenas algumas vezes? Quantas peças de roupa deita fora por ano? Diga não ao despedicio. Compre apenas o que sabe que vai trazer felicidade à sua vida e que realmente vai querer usar.

Fonte: Stella McCartney

Fonte: Näz

2 – Apoiar marcas locais e sustentáveis

Muitas marcas têm aderido a este movimento e previligiado uma produção mais transparente. Materiais de origem sustentável, boas práticas sociais e ambientais de produção e design funcional. Informem-se, consultem as etiquetas de composição e produção dos produtos e tentem apoiar as marcas que se reguem por estes valores. Compre mais “made in Portugal”. A nossa indústria é uma referência mundial para marcas de design consciente. Algumas das marcas a conhecer: Näz, Frambooesas, Coração Alecrim, Daniela., AntónioIsto.ptIdeal & Co (portuguesas) e Veja, ADIDAS ParleyEverlane, Reformation, Patagonia, Filippa KStella McCartney, Mud Jeans, Nomads, Amour VertA Peace Treaty,  (internacionais).

Fonte: Veja

Frambooesas

Fonte: ADIDAS Parley

3 – Comprar Vintage e Second Hand

Comece por fazer uma limpeza no seu closet e deixar apenas aquilo que realmente veste ou que lhe traz boas recordações. Dê uma nova vida às suas peças de roupa, reutilize-as, seja original! Se acha mesmo que não as vai vestir mais e ainda estiverem em bom estado, pode vende-las em plataformas como o OLX ou oferecer a alguém que lhes vai dar bom uso. Comprar vintage e em segunda mão é também uma ótima opção, mesmo em artigos de luxo. Algumas sugestões: Quartier Latin Vintage, Mon Pére, UR Brand, La Petit Coquette, A Outra Face da LuaDu Chic à Vendre.

Fonte:A Outra Face da Lua

Fonte: Quartier Latin Vintage

It’s Time for a Change…

We Are the Fashion Revolution!

Beijinhos,

Patrícia Pereira

<3

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