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Entrevista: Carla Ascenção

Olá meus amores lindos!

A Carla Ascenção é pivô e coordenadora da equipa de informação e dos telejornais do Porto Canal e um rosto bem conhecido da televisão portuguesa. Do entretenimento à informação, a jornalista soma já à sua carreira de 14 anos passagens pelo Diário de Notícias, RTP e RTPN. Atualmente, podemos vê-la no ‘Jornal das 8’ e em vários programas informativos e de debate do Porto Canal.

Conheço a Carla há vários anos, desde as primeiras entrevistas que me realizou e confesso que a acho uma mulher verdadeiramente inspiradora! Lindíssima, super talentosa, lutadora e apaixonada pelo trabalho e pela vida. Do percurso na informação ao jornalismo na atualidade, passando pelos desafios de conciliar um relacionamento à distância com uma agenda atarefada, e terminando no seu amor pelas viagens e pela moda…  Hoje, convido-vos a conhece-la num registo íntimo e descontraído.

Espero que gostem! 🙂

1 – Como surgiu a tua paixão pela comunicação? Sempre quiseste ser jornalista?

Sempre existiram jornais em casa dos meus pais e dos meus avós e era habitual a minha família ver os noticiários na televisão enquanto jantávamos. Cresci com esse hábito e o gosto pelo jornalismo foi assim sendo alimentado. Quando entrei para a faculdade não existiram dúvidas na escolha do curso. A partir daí fui agarrando todas as oportunidades que surgiram e traçando objetivos.

Apaixona-me a especificidade da comunicação televisiva. Mas acima de tudo gosto de exercitar as diferentes disciplinas do jornalismo em televisão. De realizar entrevistas com protagonistas da vida pública e do país, debates sobre temas que marcam a atualidade, andar no terreno emreportageme apresentar telejornais.

2 – Antes de te tornares num dos rostos do Porto Canal, passaste por vários orgãos de comunicação social, como Diário de Notícias e a RTP. Na fundação do canal, trocaste definitivamente o entretenimento pela informação. O que te levou a aceitar este novo desafio?

Comecei no Diário de Notícias quando ainda estava no terceiro ano do curso de Comunicação Social. Tinha 21 anos e o sonho que vinha desde a adolescência de ser jornalista e até quem sabe fazer reportagem de guerra. No final do curso a minha média elevada deu-me acesso direto a um estágio na redação de informação da RTP e a partir daí fui à luta. Fiz reportagens e apresentei vários programas na RTPN, que eram também transmitidos na RTP Internacional e África.

Foram três anos de muita aprendizagem até que surgiu o convite para integrar a equipa fundadora do Porto Canal. O projeto era aliciante e abriu-me as portas para o jornalismo e para as “hard news”. Têm sido anos de muita dedicação e empenho, com muitos obstáculos, mas também de conquistas alcançadas a pulso. Há 8 anos foi-me dada a responsabilidade acrescida do cargo de coordenadora de informação que acumulo com a apresentação dos jornais e de programas informativos e de debate. O balanço é muito positivo e gratificante.

“Foram três anos de muita aprendizagem até que surgiu o convite para integrar a equipa fundadora do Porto Canal. O projeto era aliciante e abriu-me as portas para o jornalismo e para as “hard news””.

3 – O trabalho de uma pivô vai muito para além do que nos chega ao ecrã. E o caso não é certamente exceção, contando que assumes também a função de coordenadora da equipa de informação e dos telejornais do Porto Canal. Como é um dia na tua vida profissional?

Os dias são muito corridos, com muita adrelina, muita pressão e numa corrida constante contra o tempo. Há pessoas que me perguntam porque é que vou de manhã cedo trabalhar se o jornal é só às oito da noite? Pois de facto o dia começa sempre bem cedo, ouço as primeiras notícias da manhã na rádio a caminho do Porto Canal e a primeira coisa a fazer quando chego é ler os jornais todos, ver os sites de notícias para tomar decisões sobre o que vamos ou não fazer, em que reportagens vamos apostar, que fontes, entidades, organizações vamos contactar a propósito de um determinado assunto. Essas decisões nem sempre são fáceis porque há notícias que depois de trabalhadas não dão em nada e outras que, ao longo do dia, ganham novos contornos e dão uma grande história para o jornal da noite.

O país e o mundo não páram e há sempre notícias de última hora que é preciso cobrir e informações que estão em constante atualização. Depois há que coordenar as equipas que estão no terreno em reportagem e avaliar cada tema para fazer o alinhamento do jornal e definir a peça de abertura e a ordem de todas as peças seguintes. É assim todos os dias!

Também me perguntam muitas vezes quem escreve os textos? Somos nós, jornalistas, que escrevemos o texto das nossas próprias reportagens, gravamos a voz off, editamos as peças, fazemos os oráculos, preparamos entrevistas e debates. Em suma, por detrás de cada telejornal que está no ar há um trabalho gigantesco de toda uma equipa, desde o jornalista, a produção, os repórteres de imagem, a régie.

4 – Numa altura em que a informação nos chega através de tantos canais (sites de informação, blogs, canais de Youtube, Instagram, … ) qual a importância do trabalho do jornalista?

Ser jornalista é procurar factos, ter de os testar, de os documentar, de os investigar, de os debater. É um desafio constante, cheio de imprevistos que nos põem constantemente à prova. Por diversas razões nunca se debateu tanto o futuro do jornalismo como hoje em dia. Os novos padrões de consumo focados no digital (sites de informação, youtube, blogs, instagram…) contribuiram para a transformaçãodos media nas últimas décadas.

As gerações mais novas por exemplo não consomem o jornalismo tradicional, o que compromete o negócio dos órgãos de comunicação social. Eu considero que o futuro do jornalismo passa por novas abordagens e novas formar de comunicar, o futuro é crescentemente digital e global. O jornalismo tem de se adaptar às mudanças introduzidas pelas tecnologias de informação, num contexto em que as notícias circulam a grande velocidade em todo o mundo.

“O jornalismo tem de se adaptar às mudanças introduzidas pelas tecnologias de informação, num contexto em que as notícias circulam a grande velocidade em todo o mundo”.

5 – Em 14 anos, deves ter imensas histórias para contar… Quem / o que mais te marcou ao longo da tua carreira na comunicação?

Guardo sempre os melhores momentos em termos profissionais, mas acima de tudo as pessoas que fui conhecendo ao longo destes anos e que se tornaram amigos para vida.

6 – Que conselhos deixas a quem está a dar os primeiros passos na área?

Muita dedicação, muito trabalho, persistência e perseverança!

7 – Quem segue o teu IG sabe que viajar é outra das tuas enormes paixões. Porque é que amando tanto a descoberta de novas realidades e culturas, escolheste o Porto para viver e trabalhar?

Quando viajo consigo desligar de tudo, sobretudo do trabalho. Gosto de correr o mundo, expandir horizontes, construir memórias intensas e viver experiências que ficarão comigo para toda a vida. Mas gosto também de regressar. E quanto mais destinos conheço, mais tenho a certeza de que é em Portugal que gosto de viver e que o Porto tem aquilo que ainda não encontrei em nenhum outro lugar: o Porto significa casa, aconchego, bem-estar. É a minha cidade de eleição.

“Gosto de correr o mundo, expandir horizontes, construir memórias intensas e viver experiências que ficarão comigo para toda a vida”.

8 – Em entrevista à revista Caras, falaste das dificuldades de manter uma relação à distância, do facto do trabalho por vezes se impôr à vossa vida pessoal e da tua vontade de ser mãe. Qual o segredo para conciliar uma carreira de sucesso com a vida familiar e, ao mesmo tempo, conseguir manter a motivação e a determinação que te caracterizam?

O segredo é manter sempre os pés bem assentes na terra e nunca nos desviarmos dos nossos objetivos. Olharmos para o que temos e valorizarmos todas as conquistas da nossa vida. Sempre fui muito determinada e consigo gerir obstáculos sem dramas, mas com maturidade e inteligência emocional. Para esse equilíbrio o Pedro também tem sido um apoio fundamental, porque tem a racionalidade e visão de quem está de fora deste meio e ajuda-me a manter o foco no que é realmente importante.

9 – És também uma fashion lover, por isso, não resisto a perguntar. Qual é o look que te faz sentir sempre confortável, bonita e confiante?

Sou de facto uma fashion lover, mas cada vez tenho mais cuidado com o que uso porque o jornalismo obriga a alguma formalidade, sobretudo na apresentação dos telejornais e na moderação de debates. No Porto Canal temos uma fashion adviser responsável pelo guarda-roupa e pela imagem. Mas também gosto de ousar nos looks quando tenho eventos que assim o permitem. E é sobretudo nas viajens que faço que tenho liberdade para expressar o meu estilo sem qualquer barreira e curiosamente são esses os looks mais cobiçados e comentados nas redes sociais.

“Sou de facto uma fashion lover, mas cada vez tenho mais cuidado com o que uso porque o jornalismo obriga a alguma formalidade, sobretudo na apresentação dos telejornais e na moderação de debates”.

10 – Qual a peça mais estimada do teu closet?

As peças que mais estimo são as carteiras, porque são o meu maior investimento. Compro sobretudo os modelos mais clássicos que nunca irão passar de moda e de marcas que nunca desvalorizam no mercado como a Chanel e a Prada. Também invisto em bons sapatos, porque podem fazer a diferença em qualquer look.

E que tendência tens usado sem parar esta estação?

Nesta estação rendi-me totalmente às camisolas de malha. Adoro usar malhas coloridas no dia-a-dia seja com jeans, saias ou calças mais clássicas.

11 – És, sem dúvida, um dos rostos mais bonitos da televisão portuguesa. Qual a tua maior dica de beleza?

O meu maior segredo é ser feliz! O nosso estado de espírito influencia tudo o resto e se não formos felizes no nosso trabalho isso vai transparecer no resultado final. De resto não sou escrava da imagem, mas considero que quem aparece na televisão tem de ter cuidados acrescidos porque a importância da imagem é muito maior. A proximidade que um pivô estabelece com o público passa muito pela aparência física, o que me faz ter cuidado para estar saudável e em forma. Tento ir ao ginásio pelo menos duas vezes por semana e hidratar bem o rosto, porque passo muitas horas maquilhada.

“O meu maior segredo é ser feliz! O nosso estado de espírito influencia tudo o resto e se não formos felizes no nosso trabalho isso vai transparecer no resultado final”.

12 – Qual o teu maior sonho – a nível profissional e pessoal?

Quero continuar a fazer o que mais gosto profissionalmente, que é jornalismo em televisão. Tenho 14 anos de carreira, mas preciso de continuar a crescer e a evoluir profissionalmente. Gosto sobretudo de desafios com elevado grau de responsabilidade e exigência que me colocam à prova. E espero que a vida continue a ser tão generosa e feliz tem sido até agora!

Beijinhos,

Patrícia Pereira

<3

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