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Entrevista: Rui Andrade

Olá meus amores!

Tive oportunidade de conhecer o Rui Andrade pessoalmente no Você na TV e, na boa verdade, houve uma quimica imediata entre nós. Na altura, trocamos contactos de uma forma muito formal, assumo. Mas, a partir desse momento, fui conversando com ele em alguns eventos, ou até mesmo na televisão. E posso GARANTIR que o Rui, para além de ser um homem lindíssimo (isso todas nós sabemos 🙂 ), é das pessoas mais incríveis que eu tive a oportunidade de conhecer até hoje. Correto, ético, amigo do próximo, cumplice da sua família, um execelente profissional, com um coração do tamanho do mundo.

Será que alguém consegue não ler esta entrevista? Vamos lá…

1 – Como surgiu a tua paixão pela música e pela representação? Qual a tua primeira experiência nestas áreas?

Primeiro de tudo, muito obrigado Patrícia, por esta oportunidade de me dar um bocadinho mais a conhecer aos teus queridos seguidores. Bom, com 4 anos de idade comecei a fazer os “espetáculos mais caseiros” com a chave de fendas do meu pai a simular o microfone, pois já desde essa idade que sonhava poder pisar grandes palcos e cantar para multidões. Com 8 anos subi pela primeira vez ao palco, num festival infantil, que acabei por ganhar, e que me confirmou toda a minha vontade de seguir e apostar nesta área, porque realmente sendo artista é que eu sou feliz.

Quanto à representação, surgiu muito mais tarde. Anos mais tarde, soube de uma audição para as produções de Filipe Lá Feria, e dentro de mim eu sentia que aquela seria a minha oportunidade de poder cantar para muito público dado o sucesso das produções Lá Feria. E a representação veio aliada a esta nova oportunidade que surgiu na minha vida. Teatro Musical a meu ver é a área doteatro mais completa de todas já que tens de cantar, dançar, representar. E foi aí que comecei na área da representação. Que mais tarde me levaria também a fazer cinema e televisão que obviamente são experiências que adorei fazer, e que quero repetir no futuro.

2 – Acabaste de lançar o teu novo single “Dizem que o Amor” que, mais do que mais uma canção de amor, fala de sentimentos e emoções comuns a todos nós. O que mais te apaixona, neste momento da tua vida / carreira?

Sim, Dizem que o amor é o meu mais recente Single. Que me retrata bem. Desde a escolha das palavras ao mais simples instrumento que entra neste Single, passaram pela minha escolha, daí eu dizer que é muito meu, e muito íntimo. Quanto ao que mais me apaixona neste momento, é enquanto ser humano ter encontrado uma serenidade e calma que me faz avaliar muito melhor todos os planos da minha vida.

Sou uma pessoa apaixonada pela vida, pelas artes, sou muito emotivo mas com muita dificuldade em chorar, canalizando essa emoção para a minha profissão, muito amigo de quem partilha a sua amizade comigo, sou bom ouvinte e conselheiro (acho eu), e acima de tudo tenho uma qualidade que me agrada muito muito de ter: sou muito justo. Creio que sendo justos connosco próprios e com quem nos rodeia, nos torna pessoas válidas nos nossos grupos de amigos, na nossa sociedade, perante a vida.

Dito tudo isto, complemento apenas, que a minha família é o que definitivamente mais me apaixona na minha vida. Sou o que sou pelas minhas experiências vividas, mas principalmente por tudo o que aprendi, sorri, chorei e vivi com eles. Eles são os meus pilares sem qualquer dúvida.

3 – Porque decidiste apostar no formato digital para o lançamento deste novo trabalho? Como é ser músico em Portugal hoje?

É uma tradição nossa, bem portuguesa, não dar valor ao que é nosso. Creio que essa tendência tende timidamente a mudar. Digo isto no sentido em que ser músico em Portugal é exatamente isso, lutar, criar, entregares-te a um país que não está habituado a olhar com os melhores olhos para o que se cria cá em Portugal, culpa penso eu, de más escolhas passadas, de uns média demasiadamente preocupados com conteúdos polémicos e não tanto com conteúdos culturais de valor, e principalmente culpa de um sistema de ensino onde a cultura não existe em nenhuma disciplina. Um país sem cultura, é um país sem identidade. E creio que poderíamos sem duvida dar cartas culturalmente por essa Europa por esse mundo.

Assim sendo, e como o próprio circuito comercial musical do nosso país mudou, hoje em dia o digital é onde todos estão a apostar, decidi disponibilizar apenas pela via digital este meu novo Single com o carimbo da Farol Música que faz a distribuição. O meu objectivo será chegar ao álbum físico, que esteja à venda, mas digamos que estes singles são apenas testes que vamos deixando ao público para entendermos o que querem ver do Rui Andrade.

4 – És um rosto bem conhecido do grande público, por participações em programas como o “Nasci p ́ra Música”, o “ídolos”, o “Portugal a Cantar” e, mais tarde, como ator na série “Morangos com Açúcar”. Qual a importância destas experiências no arranque do teu percurso profissional?

Todas as experiências serviram para ser o profissional que sou hoje. Trabalho muito, esforço-me muito, reinvento-me muito. Sem duvida que a televisão te leva mais facilmente ao conhecimento do público, e definitivamente os Morangos Com Açúcar foram a plataforma mais fácil para as pessoas me conhecerem. Quase 10 anos depois, e estando eu com uma imagem totalmente diferente da época, há pessoas na rua que me chamam JP (o meu personagem). Portanto, sem duvida que se sou “conhecido” pelas pessoas, essse reconhecimento vem por parte de todos esses trabalhos mais mediáticos e que adorei fazer.

5 – Contas já com três terceiros lugares no Festival da Canção e duas participações no Festival Eurovisão como backing singer da Rússia e do Azerbaijão. Depois de tantos anos na música, ainda sentes aquele nervosismo inicial antes de atuar? Tens algum ritual especial, antes de pisar o palco?

Não diria nervosismo, mas que fico ansioso sim. Coisa que passa, mal ponha um pé em cima do palco. O palco é um local mágico para nós artistas. Quantas são as vezes que estamos emocionalmente mais frágeis, até doentes, com os nossos problemas e sofrimentos na cabeça, e chegamos ao palco e passam as dores e passam as nossas inquietações, talvez seja um dos factores que mais me agrada em ser artista.

Quanto a rituais, tenho alguns sim: começando pela fixação se tenho a berguilha da calça aberta (que fica péssimo e distrai a atenção do espectador), se tenho o meu nariz limpo (que é péssimo também), esses são assim os mais cómicos diria eu, mas antes de entrar em palco gosto muito de estar relaxado, e esse relaxamento vem do ambiente que eu gosto que se crie à volta nas horas antes do espetáculo. Gosto de rir muito, gosto de bom ambiente… sou muito extrovertido e creio que se entrar em palco depois de uma boas gargalhadas as coisas correm melhor.

Depois há também a parte da família. Gosto sempre de falar com alguém da minha família antes de entrar em palco. Tranquiliza-me. E por exemplo quando são grandes espetáculos ou pontos importantes na minha carreira, como por exemplo quando pisei os palcos da Eurovisao ou do Festival da Cancao, gosto muito de falar com todos e dizer o quanto os amo, e que naquele momento tão importante irei subir ao palco com eles todos no pensamento e que me orgulho de todos eles.

6 – Contracenaste com o Joaquim Monchique e o Diogo Mesquita na peça “God”, que esteve recentemente em cena no Teatro Villaret. O que nos podes revelar sobre a peça / a tua personagem?

God é uma peça muito divertida, que foi um verdadeiro êxito, nada que não se esperasse de um espetáculo com o carimbo de Joaquim Monchique. Portanto eu sou na peça o Anjo Miguel, um dos anjos favoritos da humanidade, que acompanha Deus, GOD, na sua primeira aparição na terra, para dar um puxão de orelhas cheio de humor a toda a humanidade, pois escreveu os 10 mandamentos e ninguém os cumpre, então desceu à terra mais os seus dois anjos favoritos para trazer os NOVOS dez mandamentos.

Estou extremamente feliz com este projecto. É muito divertida esta peça, diverte-me muito também enquanto parte integrante dela, e depois tenho uma equipa genial a trabalhar comigo: o Diogo Mesquita que desconhecia antes da peça e que posso dizer que é um dos meus melhores amigos hoje em dia, e claro o incrível, magnífico, genial e muitos muitos muitos outros adjectivos bons teria que usar para qualificar o Joaquim Monchique. Já era fã dele antes de o conhecer, hoje sou muito mas muito mais fã. Sinto-me uma pessoa muito melhor desde que trabalho com ele. Foram 3 anos já de muito riso, mas de muitos ensinamentos profissionais e pessoais também.

7 – O teatro é outra parte essecial da tua vida artística. Já fizeste parte do elenco de reconhecidas peças e musicais, como “Jesus Cristo Superstar”, “O Principezinho”, “Música no Coração”, “Um Violino no Telhado”, “Uma Noite em Casa de Amália”, “Piaf”, “West Side Story”, “Grande Revista à Portuguesa”, entre outros. Que personagens é que gostaste mais de “vestir” até hoje?

Todos são especiais, essa é a verdade. Mas se tivesse de escolher uma talvez escolhesse o “Tony” de West Side Story. Foi um grande voto de confiança que o Sr Filipe Lá Feria me deu, e que me fez crescer muito. Era o protagonista da peça, juntamente com outro colega brilhante que dada a complexidade e entrega que o espetáculo pedia dividia o papel comigo, o Ricardo Soler. Mas se pensarmos que um miúdo do interior do Norte, que sem formação em teatro musical, em apenas um ano e pouco de trabalho é convidado a ser cabeça de cartaz de um espetáculo de musical, tudo isto explica o porquê deste personagem ser tão especial e de me ter feito crescer tanto.

8 – Depois de “Morangos com Açúcar”, já participaste noutras produções televisivas, como “Até que Vida nos Separe”, “Doce Tentação” e “Água de Mar”. Se tivesses que escolher entre a televisão, o teatro ou a música, qual era a tua primeira opção?

Música será sempre a minha paixão maior. Foi por aí que comecei. A representação apareceu-me no meu percurso. Todas elas me preenchem, todas me fazem sentir realizado, mas a que quero e tento apostar mais hoje em dia é a música. Faz-me falta que as pessoas conheçam as minhas musicas, comprem os meus álbuns, vão os meus concertos. E é nesse sentido que tenho trabalhado mais neste último ano.

9 – Tens uma presença que não passa despercebida nas redes sociais, quer através do teu Instagram quer do teu canal do Youtube. Como é que consegues abraçar projetos tão distintos em simultâneo e manter sempre a criatividade e o sorriso que tanto te caracterizam?

Sendo verdadeiro. E tendo uma equipa que me conhece, que acredita em mim e que luta tanto quanto eu para chegar ao lugar que mereço no mundo artístico. O canal de YouTube serve para os internautas encontrarem material meu. Vídeos de covers, os videoclipes dos meus mais recentes singles e algumas das minhas aparições em televisão. Tenho sempre uma preocupação: dar bom material a quem procura por mim. Assim sendo, os vídeos são muito cuidados quer em termos musicais, quer em termos de imagem. Poderia ter muito mais subscritores no YouTube, se pusesse muito mais material e se o usasse como outra forma de comunicação com os meus seguidores mas creio que iria desvirtuar o que realmente me interessa dar ao público, a minha voz e imagem, em vídeos bem feitos e bem cuidados, com o profissionalismo que gosto de ter em tudo o que faço.

Quanto ao instagram, serve para tudo isto que acabei de falar sobre o YouTube, mas principalmente para me dar a conhecer como pessoa fora da televisão, os meus hobbies, as minhas viagens, os sítios por onde vou andando, os passos que vou dando na minha carreira, as roupas que gosto, os estilos que mais me caracterizam, e acima de tudo gosto de passar o lado de vida saudável que eu vivo e que gosto de mostrar aos meus seguidores.

10 – Qual o segredo para manter a boa forma, entre uma agenda tão atarefada? Tens algum cuidado especial com a tua alimentação?

Tenho um ritmo de vida muito acelerado é um facto. Mas é raro o dia em que eu não vá ao ginásio. Creio que treinar me ajuda a manter ou criar a imagem que quero passar para quem me segue e que eu eu próprio quero ter, mas também é um excelente escape para te equilibrares emocionalmente. O exercício faz-me libertar as energias menos positivas e acabo por sair do treino muitas vezes cansado, mas mais focado e mais liberto, em suma mais equilibrado.

Quanto à alimentação, posso dizer que não faço dietas loucas, nem consumo muita suplementação mesmo para o ginásio. Tento comer bem, o mais equilibrado possível. Sendo que aqui se prende um dos meus maiores “problemas”: eu ADORO comer, e pior que isso é que eu como muito, mas quando digo muito, é mesmo muito. Talvez tenha um metabolismo que me ajude, mas o que é certo é que consigo chegar aos meus objectivos comendo o que quero, obviamente com bom senso e moderação em alguns alimentos mas também com muito treino.

11 – Sendo tu uma figura pública, tens que ter cuidados redobrados no que toca a cuidar da tua imagem. Como defines o teu estilo?

Definindo eu Imagem como o modo como as outras pessoas olham para nós e nos catalogam, e eu odiando que me cataloguem (ahahah) sou um rapaz que sim tem preocupação da forma como se apresenta, mas não sou obsessivo quanto a isso. Gosto acima de tudo de me sentir bem. Agrada-me a ideia de ter escolher o que vestes consoante os sítios e momentos que se vão passando na tua vida, portanto sinto-me bem desde o meu dia de folga em sport style até ao evento mais refinado que tenho de usar um fato ou algo mais formal.

Acho que a forma como nos apresentamos também nos caracteriza enquanto pessoas, mas isso não pode ser de forma alguma um motivo para nos privarmos de ser e usar o que mais queiramos. Portanto em termos de estilo, não sei como me possa definir melhor, mas direi que o estilo que tenho me faz sentir muito bem.

12 – Qual é aquele look que te faz sentir seguro, confiante e “na tua pele”?

A minha atitude e forma de ser raramente fica afectada ou alterada consoante o que visto. Mas confesso que adoro vestir um bom fato. Acho que o fato certo nos torna a nós homens, bem refinados e imponentes. Gosto disso.

13 – Que peças é que achas que são essenciais no guarda-roupa de um homem?

No guarda roupa do homem de hoje em dia, tem de existir duas vertentes bem distintas, o lado formal: fato, um bom par de sapatos (sim porque os pés podem destruir completamente um look bem feito na parte superior, e o lado mais descontraído quer para dias mais livres, quer para saídas à noite entre amigos, mas acima de tudo para o homem que também precisa de se sentir confortável, uns jeans, uns ténis giros, algo que marque personalidade mas que não seja desleixado.

14 – Qual a peça mais extravagante que tens no teu guarda-roupa? E qual é que tem mais significado para ti?

Agora deixaste-me a pensar. Mas por muito que pense não encontro assim nada de tão extravagante. Todas as peças que tenho no guarda roupa, eu uso. Talvez a maior “extravagância” que tenho são uns ténis tiger print da Louboutin, que la esta, são fora do habitual, mas que não os considero uma extravagância e gosto muito de os usar.

15 – Qual o “luxo” que não vives sem?

Não tenho de todo uma vida de “luxo”, sou feliz com o que sou e com o que tenho, fruto do meu trabalho. Mas… dados os dias em que estamos o meu maior luxo é a liberdade. Poder dizer e agir como quero.

16 – O que mais te apaixona e o que te tira mesmo do sério?

O que mais me apaixona é a minha família. O que me tira do sério é fazerem juízos sobre a minha pessoa e não me conhecerem minimamente e a injustiça.

17 – Qual o teu maior sonho? (a nível pessoal e a nível profissional)

Não sou uma pessoa de grandes sonhos. Obviamente quero e trabalho para que as oportunidades me apareçam e me permitam continuar a lutar pelo meu lugar e a ser feliz ao fazer da minha vida o que eu quero e gosto. Talvez o único sonho “concreto” que tenho seria um dia representar Portugal no Festival da Eurovisao da Canção. Creio que não deve existir maior responsabilidade que representar o teu povo, mas creio que seria sem duvida o meu maior sonho neste momento. E oferecer essa minha participação e honra aos meus pais, por tudo o que lutaram por mim e sei que se sentiriam muito orgulhosos ao ver-me carregar a bandeira do nosso país que eu tanto amo.

18 – O que podemos mais esperar do Rui Andrade em 2019…?

A nível artístico, o mesmo Rui de sempre lutador, que divide a sua vida entre o teatro e a música. E dentro da musica, irei continuar a trabalhar nos próximos singles chegarão ainda antes do verão. A nível de redes sociais, vou continuar a trabalhar para mostrar mais de mim a quem se segue. E não revelo mais, portanto sigam as minhas redes sociais e vão estando atentos. 🙂

A nível pessoal, o mesmo Rui de sempre, educado como sempre, humilde como sempre, e sempre com a mesma preocupacao: tentar ser um ser melhor a cada dia que passa… para mim, para os meus… para o mundo.

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